Vendido 65 porcento da banda KU do Angosat 1

De acordo com a dirigente da empresa Infrasat, responsável pelas vendas do Angosat1, que falava no workshop sobre "Impacto socioeconómico do Angosat 1", há ainda disponíveis para negociar 35 porcento.

A banda KU, acrescentou, tem mais procura no mercado africano, enquanto a banda C, com mais demanda no europeu, tem 82 porcento disponível, estando os seus 18 porcento já vendidos.

Quanto ao mercado nacional disse terem vendido 87 porcento da banda C e os 13 foram para o mercado internacional, para a banda KU 53, que foi alocado ao mercado internacional, e 47 ao mercado nacional. 

Para si, houve uma incidência em cinco sectores primordiais de vende de banda que são o das telecomunicações, mídia, defesa  e segurança, petrolíferas e nos de prestação de serviços, com realce para a última área.

As reservas, de acordo com a administradora, são pagas num valor equivalente a primeira prestação de modo a garantir a compra, daí existirem já reservas de Moçambique, Lesoto, Congo Brazavile, Congo Democrático, Togo e uma negociação em curso com o Reino da Bélgica.

Gestor adjunto do projecto Angosat1 pela empresa Energy, que falou a partir de Baikonur, (Bielorússia, por vídeo conferência, Alexandre Calochi, fez saber que o trabalho está preparado no seu volume completo e já foi transportado para a área de lançamento.

Neste momento, acrescentou, está em fase a verificação dos componentes do transportador do satélite e o bloco de arranque, que são pontos e sistemas sensíveis e complicado que carecem de muita atenção e perícia.

Por seu turno, o ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, que não avançou o dia exacto do lançamento, fez saber que neste momento tudo está a depender da fase de integração do satélite com o lançador e que depois desta fase se terá certeza do dia.

De acordo com uma publicação da Agência de Notícias Russa Sputnik, citando Yevgeny Mikrin, diretor de designer da Corporação Energética de Míssil e Espaço o AngoSat-1, construído para Angola, será lançado a 07 de Dezembro, por meio do foguete transportador ucraniano Zenit, a partir do cosmódromo Baikonur, no Cazaquistão.

De acordo com a Sputnik, na sua versão online, o lançamento do primeiro satélite angolano foi adiado muitas vezes. Inicialmente, planificava-se lançá-lo ao espaço neste verão – do hemisfério Norte (Junho a Agosto), depois a data do lançamento foi remarcada para Setembro e, posteriormente, para Outubro, Novembro e, finalmente, Dezembro.

Em Setembro último, peritos angolanos deslocaram-se à Rússia para acertar os termos e data final para o lançamento do satélite que se esperava antes do final deste ano.

"O lançamento do satélite AngoSat-1, construído pela Corporação Energética de Míssil e Espaço em conformidade com os interesses da República de Angola, está programado para o dia 7 de dezembro", disse Mikrin.

O projeto AngoSat-1 está a ser executado desde 2012. No âmbito do programa, foi construído um satélite equipado com transmissor. O próximo passo é enviá-lo para a órbita terrestre.

O centro de controlo e missão de satélites do Angosat1 encontra-se na comuna da Funda, norte da província de Luanda.

Como satélite geoestacionário artificial, o Angosat está localizado 36 mil quilómetros a nível do mar. Sua velocidade coincide com o da rotação da terra e consegue cobrir um terço do globo terrestre.

O Angosat, construído na Rússia, com mil 55 quilogramas e 262.4 quilogramas de carga útil, ficará na posição orbital 14.5 E e terá uma potência de três mil 753 W, na banda CKu, com 16C+6Ku repetidores. Terá 15 anos de "vida útil".

 O satélite angolano vai possuir um centro primário de controlo e missão em Angola e outro secundário na Rússia.
 

Angop

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